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A origem do Mangá não tem um início, mas presume – se que os primeiros registros foram no período Nara (VII d.C.), com textos em formatos de pergaminhos, chamado Emakimono, com o exemplo o Inga Kyo. Um monge chamado Tohba no século XII fez um processo de xilogravura, inserindo imagens em sequência em rolos de papel de arroz e contando uma sátira sobre religiosos e nobres; esse método ficou conhecido como Ukyo – e. Katsushita Hokusai produziu muitas gravuras sobre o mundo japonês, criando o “Hokusai Manga”, um estudo de movimentos criados pelo autor. Já entre o século XIX e XX, Rakuten Kitazawa produzia imagens em sequência em preto e branco. Isso se deve ao fato de que exigia menos gastos e menos tempo para finalização, sendo que isso foi favorável para a época da Segunda Guerra Mun dial, onde o país sofreu um enorme prejuízo e necessitavam de algum tipo de entretenimento. Na década de 50, um jovem desenvolvia quadrinhos rev olucionários para a época, usando efeitosgráficos nunca antes usados . Ele contava em vários quadros coisas que os artistas anteriores mostravam em apenas um, experimentando coisas novas em sua arte. Seu nome era Osamu Tezuka. Suas inspirações vieram da infância. Teve a influência do teatro Takarazuka onde apenas mulheres atuavam, realçava os olhos das atrizes e isso expressava melhor os sentimentos da personagem; além de clássicos de Walt Disney, onde os olhos brilhantes dos personagens o encantavam. Seus títulos “A Princesa e o Cavaleiro”, “Kimba, o Leão Branco”, ou “Astro Boy” são alguns dos trabalhos que consagrou Tezuka como o “Deus do Mangá” e sua arte inspirou vários artistas que vieram a seguir. No Brasil Em questão a imigração japonesa, os descendentes tinham o costume de ler Mangá por aqui, mas era muito restrito esse hábito que apenas os descendentes conheciam Na década de 60, National Kid e Ultraman eram as primeiras séries de Tokusatsu – termo usado para os Live Action – os heróis japoneses vestiam uma armadura cibernética e geralmente tinha o auxílio de algum artefato para aumentarem de tamanho, caso o inimigo aumentasse também ou um robô gigante para socorrerem. 1° de Setembro de 1994 O quarto e maior boom estréia no Brasil pela extinta rede Manchete de televisão, conquistando uma enorme legião de fãs nunca antes visto nos territórios tupiniquins. Mundialmente conhecido como Cavaleiros do Zodíaco ( Saint Seiya no Japão), deu oportunidade para outras séries passarem por aqui, abrindo as portas para outros sucessos como Dragon Ball, Sailor Moon, Yuyu Hakusho, Fly, o Pequeno Guerreiro (Dragon Quest no Japão), Street Fighter II – Victory e Guerreiras Mágicas de Rayearth. Isso contribuiu para a entrada de Anime por aqui alguns anos depois - mais especificamente no final da década de 60. Porém, o país teve um atraso para fazer a maior parte da população obter uma televisão. Então, antes da década de 90 não houve fenômeno tão parecido como em 94. Em 1999 a Rede Bandeirantes de Televisão apostou na série Dragon Ball em sua segunda fase intitulada Dragon Ball Z, aumentando muito sua audiência pela ousadia de passar inicialmente no horário da tarde. Virada de milênio Depois de alguns anos com as intermináveis reprises e saída de Dragon Ball pela SBT, aproximadamente no ano de 1999 a Rede Bandeirantes de Televisão apostou na série Dragon Ball em sua segunda fase intitulada Dragon Ball Z, aumentando muito sua audiência pela ousadia de passar inicialmente no horário da tarde. O sucesso da segunda fase desse Anime foi estrondoso, fazendo essa emissora investir num programa apenas com Animes e isso abriu portas novamente para mais séries passarem pelo território verde e amarelo. Na TV a cabo, o extinto canal Locomotion fez mais: a variação de Animes era maior, exibindo até Animes adultos. A maior repercussão foi com Evangelion, a série cult que inovou com temas quase nunca mencionados em outros tipos de quadrinhos como a vida depois da morte, o fim do mundo, conflitos pessoais e a psicologia do ser humano. O Mangá teve seu auge no Brasil na atual década, com a editora Conrad (e outras, mais tarde) se arriscando ao trazer Mangás traduzidos e conquistando leitores que sentiam carência – pois já houve registros do Mangá se arriscar em prateleiras brasileiras, sendo um deles o Lobo Solitário, de Kazuo Koike. Holy Avenger Houve uma grande renovação no país – brasileiros produzindo Mangá geralmente não tem muita chance num mercado competitivo, já que não existe muito investimento nesse setor, mas Erica Awano mostrou que podia ser diferente. Holy Avenger foi o Mangá brasileiro que mais teve repercussão no país e consagrou Awano como uma das melhores do ramo. Com o tempo, o Mangá ficou mais caro; fãs passam a traduzir, legendar e disponibilizar animes na internet.Rádios que tocam apenas músicas de anime aumentavam na internet e a procura para saber desenhar no estilo japonês também crescia. O Mangá dominou o Brasil e o mundo, mas ainda há muito o que fazer em relação ao preconceito de assistir Anime ou ler Mangá; ainda existem pessoas que consideram violentos demais para se assistir, mas existem cenas piores que passam na televisão. Lembrando que o Mangá abrange um público passam na televisão. Lembrando que o Mangá abrange um público específico para cada estilo de história. Além disso, existe também a velha rixa de que Anime é melhor que Comics norte americano ou vice-versa e isso não é verdade; independente do país de origem, Comics, Mangá, Gibi, serão a mesma coisa: Histórias em Quadrinhos. Nota rápida sobre a Turma da Mônica Jovem No mês de Setembro de 2008, o quadrinhista Mauricio de Sousa se arriscou em tentar algo novo em seus trabalhos: mostrar a Mônica e sua turma adolescentes e ainda por cima em versão Mangá. Houve um estudo sobre o estilo, mas o autor preferiu manter alguns detalhes de seu traço original, apenas adaptando os elementos mais pertinentes do Mangá. De acordo com o quadrinhista, o Mangá da Turma da Mônica veio para “resgatar” à faixa de público que estava deixando os gibis antigos e indo para mangás. A cada edição que passa, com a ajuda de profissionais que tem conhecimento em Mangá e o carisma de seus personagens, Mauricio de Sousa conseguiu seu objetivo principal. Além disso, as primeiras gerações que desejavam ver seus personagens preferidos adolescentes há mais de 40 anos, finalmente puderam ver a evolução da turminha que mais marcou a infância deles.
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